"A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça"


A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça – Washington Irving
Março 24, 2007 — Cristina Alves
Escrito por Washington Irving em 1820, A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça foi já intensamente explorada, dando origem não só a vários filmes, como a séries infantis. A versão mais conhecida terá sido a do realizador Tim Burton, que explora não só a luta entre a racionalidade e a superstição como o lado sobrenatural da história.


Mas se a lenda que dá origem ao filme é a mesma, os acontecimentos em torno desta são distintos. No conto original, a personagem principal, com o mesmo nome, Ichabod Crane, é o professor


errante numa terra provinciana. Supersticioso, medroso e aproveitador dos seus sucessivos hóspedes, salta de casa em casa onde colecta as histórias de fantasmas e aparições da região. Apaixona-se pala filha de um rico fazendeiro, não tanto pelos seus atributos físicos, mas pela perspectiva de herdar as terras e comodidades; o que o leva a ganhar um inimigo temível, Brom Bones.


Embora seja uma comparação injusta pelo tamanho diminuto do conto, achei o desenvolvimento do filme de Tim Burton mais interessante. As descrições desnecessárias arrastam um pouco o ritmo da história quase fazendo perder, por vezes, o interesse.





No mesmo livro, publicado pela século XXI, encontrei ainda um outro conto do autor, também muito conhecido – O Homem que Dormiu Vinte Anos. Rip Wan Winkle, a personagem principal, é um bondoso e pacato homem que para todos trabalha menos para o próprio sustento. As suas terras permanecem baldias e abandonadas, a família vive na miséria, e a mulher rabujenta apoquenta constantemente
e sem resultado Rip e o cão, companheiro da moleza. Até que um dia, Rip vai caçar para as montanhas e encontra estranhas personagens que lhe pedem ajuda.
Este pequeno conto, adaptação de Peter Klaus the Goathered de Nachtigal, fez-me lembrar as histórias celtas que relatam o contacto com seres fantásticos e que resultam em bruscas alteracções das vidas humanas. Embora mais interessante que o anterior, o tom monótomo e descritivo fez, também aqui, perder o encanto.


Ambas as histórias são dois clássicos do género mas o modo como estão narradas decepcionou-me.


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"Eu tinha 14 anos quando fui assassinada em 6 de dezembro de 1973. Eu não me fui, eu estava viva em meu próprio mundo perfeito, mas no meu coração eu sabia que não era perfeito. Meu assassino ainda me atormentava. Meu pai tinha as peças mas não conseguia encaixá-las. Eu esperei por justiça, mas ela não veio." Susie Salmon

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