Tem hora que a paciência acaba... E agora..?
Tudo bem, não dá para discordar do valor e da importância da paciência. Há belas metáforas – como a dos pomares – e até perfeitas construções filosóficas defendendo sua aplicação. Entretanto, vale lembrar que essa maravilhosa virtude perde força quando se confronta com seus inimigos naturais: o desrespeito, a preguiça e a procrastinação. Neste caso, deve entrar em campo a prudência, pedindo reforços para a indignação.
É muito difícil manter-se paciente diante do nítido “corpo mole” do funcionário que atende de má vontade no balcão de um órgão público, esquecendo totalmente que você é a razão da existência de seu emprego. Ou de crianças que correm entre as mesas do restaurante sem que seus pais lhes imponham limites, tirando a paz dos demais clientes. Ou ainda do sujeito que está na sua frente na fila de check-in do aeroporto, atende ao celular e começa a falar como se o outro fosse escutá-lo sem o auxílio do aparelho. Tolerar essas situações não é uma demonstração de paciência, e sim de submissão.
Sem falar nos fatos verdadeiramente exasperantes, como a insistência dos serviços de telemarketing, a profusão de spams, o trânsito cada vez mais confuso, a péssima pavimentação das ruas, as novelas sem fim, a qualidade de certos serviços e, claro, os políticos corruptos. Nesses casos, paciência não será paciência, mas conformismo.
O senador romano Marco Túlio Cícero entrou para a história pela sua oratória. Entre todos os seus discursos, o mais famoso é o que inicia falando sobre o limite da paciência: “Quosque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?” – “Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?”.
Cícero dirigia suas palavras a Lúcio Sérgio Catilina, outro político, que havia sido derrotado nas eleições. Inconformado com a derrota, Catilina estava liderando um movimento que visava enfraquecer o Senado e derrubar a República. Cícero organizou seus argumentos contra essa conspiração em quatro discursos, que foram publicados com o nome da Catilinárias, legando às gerações futuras um dos mais belos conjuntos de argumentos lógicos contra a infâmia.
A frase de Cícero tem sido repetida incontáveis vezes há mais de 2 mil anos. Cada vez que o poder que alguém se atribui oprime seu semelhan-te, a paciência deve dar lugar à indignação. E a primeira manifestação desta pode ser exatamente essa pergunta: “Até quando abusarás de minha paciência?” No lugar de Catilina, estamos autorizados a colocar o nome que couber para cada situação.Haja nomes...
É muito difícil manter-se paciente diante do nítido “corpo mole” do funcionário que atende de má vontade no balcão de um órgão público, esquecendo totalmente que você é a razão da existência de seu emprego. Ou de crianças que correm entre as mesas do restaurante sem que seus pais lhes imponham limites, tirando a paz dos demais clientes. Ou ainda do sujeito que está na sua frente na fila de check-in do aeroporto, atende ao celular e começa a falar como se o outro fosse escutá-lo sem o auxílio do aparelho. Tolerar essas situações não é uma demonstração de paciência, e sim de submissão.
Sem falar nos fatos verdadeiramente exasperantes, como a insistência dos serviços de telemarketing, a profusão de spams, o trânsito cada vez mais confuso, a péssima pavimentação das ruas, as novelas sem fim, a qualidade de certos serviços e, claro, os políticos corruptos. Nesses casos, paciência não será paciência, mas conformismo.
O senador romano Marco Túlio Cícero entrou para a história pela sua oratória. Entre todos os seus discursos, o mais famoso é o que inicia falando sobre o limite da paciência: “Quosque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?” – “Até quando, Catilina, abusarás de nossa paciência?”.
Cícero dirigia suas palavras a Lúcio Sérgio Catilina, outro político, que havia sido derrotado nas eleições. Inconformado com a derrota, Catilina estava liderando um movimento que visava enfraquecer o Senado e derrubar a República. Cícero organizou seus argumentos contra essa conspiração em quatro discursos, que foram publicados com o nome da Catilinárias, legando às gerações futuras um dos mais belos conjuntos de argumentos lógicos contra a infâmia.
A frase de Cícero tem sido repetida incontáveis vezes há mais de 2 mil anos. Cada vez que o poder que alguém se atribui oprime seu semelhan-te, a paciência deve dar lugar à indignação. E a primeira manifestação desta pode ser exatamente essa pergunta: “Até quando abusarás de minha paciência?” No lugar de Catilina, estamos autorizados a colocar o nome que couber para cada situação.Haja nomes...
Comentários